Peço desculpas ao pessoal que acompanha o blog. Passei muito tempo sem atualizar e sei que estou em falta com muitas coisas. Mas vou tentar compensar o tempo perdido e fazer uma retrospectiva da nossa chegada ao Canada. Quem sabe consigo ser mais objetiva e resumir os fatos com menos detalhes. Você duvida? eu também! rsrsrss... afinal, são os detalhes que fazem toda a diferença, certo? Nosso vôo de Cuiabá para São Paulo foi tranquilo e o de São Paulo para Toronto, foi melhor ainda, pois conseguimos pegar as poltronas do meio e conseguimos nos esticar melhor. No aeroporto de Toronto, finalmente pudemos relaxar e dizer: "Estamos no Canada!". Depois de 6 meses de muita correria, papelada, burocracia, grana e paciência (ou falta dela), finalmente estávamos "em casa".
Depois de visitar as casas, passamos no apartamento da Pat para uma visita. Ao sentarmos, Nagi sentiu falta da carteira. Começamos a procurar, procurar, procurar e sentir o desespero aumentar: dinheiro, cartão de crédito, isso não era nada. O problema era a carteira de motorista recentemente renovada. Como dirigir sem carteira? Como tirar uma carteira canadense sem comprovar sua experiência com a carteira anterior? Como tirar segunda via no Brasil estando no exterior? Nessas horas, só conseguimos elaborar perguntas e nenhuma resposta. Ficamos arrasados. Devastados. Revoltados. A sensação de começar tudo com o pé esquerdo, não era nada boa. Graças à nossa amiga Pat, que nos deu palavras de apoio e muita positividade, respiramos fundo e deixamos as preocupaçoes para o dia seguinte. Tenho que dizer como nessas horas, um amigo de verdade faz diferença!
Nagi ligou para cancelar o cartão de crédito, e descobrimos que o cartão havia sido provávelmente clonado no aeroporto de SP, pois havia a cobrança feita por uma cia aérea que nunca utilizamos. A compra foi efetuada quando estávamos no vôo Toronto/Saskatoon, então foi fácil enviar o bilhete aéreo para o Visa e comprovar que era impossível termos realizado a transação em solo brazuca naquele dia e horário.
Enfim, naquela noite, seguimos congelando de frio para a casa da Corinne e do Dorlan, onde fomos muito bem acomodados (muito mesmo!) e conseguimos dormir vencidos pelo cansaço da viagem, mas com a cabeça a mil por conta da carteira.
No dia seguinte, começamos a pensar no que fazer. O primeiro passo era passar no nosso depósito para encontrar alguns sapatos e roupas de frio, ou seja, sobrevivência em primeiro lugar. Depois de encontrarmos o que queríamos, resolvemos dar uma olhada novamente dentro do carro, pra ter certeza que a carteira não estava lá, antes de irmos à polícia fazer o boletim de ocorrência. Era o melhor lugar pra procurar, pois estavamos num estacionamento coberto e quentinho. O alívio foi geral: a carteira estava lá... debaixo do banco do passageiro... Sem comentários... Agora poderíamos continuar procurando um lugar pra morar.Encontramos casas legais: uma delas era meio pequena, mas confortável. O aluguel era meio salgado, mas ficava um pouco afastado da cidade e precisaríamos de um carro. Depois, encontramos um casa linda, na mesma região, com um aluguel um pouco mais pesado. Tenho que dizer isso: a casa era linda, perfeita, tudo o que queríamos. Mas começamos a analisar todos os prós e contras e chegamos à conclusão de que os custos para alugar uma casa seriam muito altos e no momento, não era sensato. A solução mais prática e financeiramente vantajosa era voltar para prédio onde moramos em 2009. O valor do aluguel inclui água, luz, aquecimento e mesmo assim fica abaixo do valor de uma casa. Além disso, o prédio fica numa localização excelente, tem academia, hidro, piscina e estacionamento coberto.
Acabamos alugando um apartamento no 15º andar, novamente com vista para o centro. Agora que estamos num andar mais alto e mais ao norte, temos uma vista bem melhor, mais ampla. Além disso, ficamos felizes por voltar a morar no mesmo prédio da Pat.
A mudança em sí foi cansativa, mas tranquila. Sentimos falta do tempo em que ficamos hospedados na casa da Corinne e do Dorlan. Eles disseram que também sentiram nossa falta... falta da conversa, do barulho... eles já estavam ficando acostumados. Todos os dias cedo tomávamos café da manhã juntos, conversávamos, fazíamos planos para o dia junto com eles, trocávamos idéias e ouvíamos ótimos conselhos. Quando eles chegavam do trabalho a noite, cozinhavam sempre algo gostoso pra gente. Tínhamos que implorar pra deixarem cuidar da louça, até que eles cederam. O Dorlan tinha um estoque de Coca-cola e isso era perfeito pro Nagi. A Corinne me ajudou a melhorar o inglês do meu currículo e me deu dicas de como pronunciar a palavra "world", que por algum tipo de bloqueio mental, eu não consigo reproduzir corretamente. Como eu disse antes: Nada como amigos de verdade.
Conseguí "resumir" um pouco a loucura da nossa chegada, mas ainda faltam algumas coisas. No próximo texto vou contar sobre a compra do nosso primeiro carro no Canada. Prometo que não vou demorar meses e meses novamente!
Beijos!!!
| Saskatchewan... sem montanhas e com muita neve!!! |
O vôo para Saskatoon foi engraçado: quando o avião se aproximava da cidade, ouvimos o piloto anunciar a temperatura local: -23ºC. Todo mundo dentro do avião caiu na gargalhada. Acredito que, naquele dia, Saskatoon era um dos lugares mais frios do Canada. Isso mesmo Sras e Srs, saímos de 35ºC em Cuiabá, pegamos em torno de 20ºC em São Paulo, praticamente não sentimos os 5ºC de Toronto, e estávamos prestes a sentir na pele, novamente, o verdadeiro inverno canadense.
Esquecemos o frio ao ver nossa querida amiga Pat, que veio nos recepcionar no aeroporto. O resto da galera estava trabalhando. Chegamos numa quinta-feira, 11 da manhã, justamente pra não tirar o pessoal da rotina. Alugamos um carro e corremos pra visitar as casas que estavam em nossa lista para alugar. Resolvemos procurar uma casa, pra viver uma experiência nova. Quase conseguimos alugar uma casa linda, maravilhosa, onde nossa amiga Pat havia morado. Mas o valor do aluguel estava muito fora do nosso planejamento financeiro - maneira chique de dizer caro pra caramba.Nagi ligou para cancelar o cartão de crédito, e descobrimos que o cartão havia sido provávelmente clonado no aeroporto de SP, pois havia a cobrança feita por uma cia aérea que nunca utilizamos. A compra foi efetuada quando estávamos no vôo Toronto/Saskatoon, então foi fácil enviar o bilhete aéreo para o Visa e comprovar que era impossível termos realizado a transação em solo brazuca naquele dia e horário.
Enfim, naquela noite, seguimos congelando de frio para a casa da Corinne e do Dorlan, onde fomos muito bem acomodados (muito mesmo!) e conseguimos dormir vencidos pelo cansaço da viagem, mas com a cabeça a mil por conta da carteira.
No dia seguinte, começamos a pensar no que fazer. O primeiro passo era passar no nosso depósito para encontrar alguns sapatos e roupas de frio, ou seja, sobrevivência em primeiro lugar. Depois de encontrarmos o que queríamos, resolvemos dar uma olhada novamente dentro do carro, pra ter certeza que a carteira não estava lá, antes de irmos à polícia fazer o boletim de ocorrência. Era o melhor lugar pra procurar, pois estavamos num estacionamento coberto e quentinho. O alívio foi geral: a carteira estava lá... debaixo do banco do passageiro... Sem comentários... Agora poderíamos continuar procurando um lugar pra morar.Encontramos casas legais: uma delas era meio pequena, mas confortável. O aluguel era meio salgado, mas ficava um pouco afastado da cidade e precisaríamos de um carro. Depois, encontramos um casa linda, na mesma região, com um aluguel um pouco mais pesado. Tenho que dizer isso: a casa era linda, perfeita, tudo o que queríamos. Mas começamos a analisar todos os prós e contras e chegamos à conclusão de que os custos para alugar uma casa seriam muito altos e no momento, não era sensato. A solução mais prática e financeiramente vantajosa era voltar para prédio onde moramos em 2009. O valor do aluguel inclui água, luz, aquecimento e mesmo assim fica abaixo do valor de uma casa. Além disso, o prédio fica numa localização excelente, tem academia, hidro, piscina e estacionamento coberto.
| Vista da sacada do ape, no 15º Andar |
A mudança em sí foi cansativa, mas tranquila. Sentimos falta do tempo em que ficamos hospedados na casa da Corinne e do Dorlan. Eles disseram que também sentiram nossa falta... falta da conversa, do barulho... eles já estavam ficando acostumados. Todos os dias cedo tomávamos café da manhã juntos, conversávamos, fazíamos planos para o dia junto com eles, trocávamos idéias e ouvíamos ótimos conselhos. Quando eles chegavam do trabalho a noite, cozinhavam sempre algo gostoso pra gente. Tínhamos que implorar pra deixarem cuidar da louça, até que eles cederam. O Dorlan tinha um estoque de Coca-cola e isso era perfeito pro Nagi. A Corinne me ajudou a melhorar o inglês do meu currículo e me deu dicas de como pronunciar a palavra "world", que por algum tipo de bloqueio mental, eu não consigo reproduzir corretamente. Como eu disse antes: Nada como amigos de verdade.
Conseguí "resumir" um pouco a loucura da nossa chegada, mas ainda faltam algumas coisas. No próximo texto vou contar sobre a compra do nosso primeiro carro no Canada. Prometo que não vou demorar meses e meses novamente!
Beijos!!!





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